“Migué, boteco que se preze deve ter a manha de fazer torresmo”, sentenciou-me certa vez Eduardo Fernandes, o Edu, mandachuva do Bar do Luiz Fernandes (BDL), botecaço da Zona Norte de São Paulo. Ele sabe o que fala, porque o BDL prepara diariamente um senhor torresmo, não por acaso o primeiro item do cardápio a esgotar. Para a sorte de torresmófilos como eu, não faltam no Brasil esses botecos-que-se-prezem, craques na produção da iguaria, a começar pelos mineiros Casa Cheia, no Mercado Central de BH; o Bar do Zezé, em Contagem; e o Bar do Bigode, em Juiz de Fora.
São Paulo, felizmente, é uma vila, digo, cidade bem-servida de torresmo: tem o do Bar do Edu, na Vila Olímpia, o da Nação Nordestina, na Vila Maria, e o do…
