Durante demasiado tempo, o vinho foi envolto numa aura de inacessibilidade. Um mundo de códigos não ditos, de etiquetas mais pesadas do que o conteúdo, de copos certos, temperaturas ideais, discursos técnicos. Tudo isso tem o seu lugar — e deve tê-lo —, porque o vinho é, de facto, cultura, território, história e arte. Mas o vinho também é partilha, prazer quotidiano, momentos simples e genuínos. E é nesse equilíbrio que reside o futuro.
Em várias regiões da Europa, essa mudança já está em marcha. Projetos ousados, autênticos e comprometidos com a origem estão a trazer o vinho para o centro da vida das pessoas. São bares, tascas modernas, espaços culturais e restaurantes de bairro onde o vinho se serve da torneira ou a partir de bag-in-box, sem perder identidade,…
