Colado à mesa, com meus pouco mais de sete anos de idade, acompanhava seus gestos com total atenção. Era ali que minha amada vó Rosinha preparava o melhor nhoque do mundo, feito de batata cozida, farinha de trigo, pitada de sal, muito carinho e nada mais.
Do meu camarote, observava o início do espetáculo. Tudo começava com uma chuva de farinha sobre a mesa. Com total maestria, vó Rosinha pegava um pedaço da massa, enrolava e, com sua faca nas mãos, fazia brotar nhoques como num passe de mágica.
Logo em seguida, um panelão cheio de água borbulhante aguardava o mergulho dos nhoques. Os mais apressadinhos, em poucos segundos, já começavam a boiar. Com sua fiel espumadeira, vó Rosinha os resgatava do panelão.
Logo ali ao lado, na outra boca…